sábado, 9 de junho de 2007
Solaris à primeira vista
Pela primeira vez hoje consegui instalar satisfatoriamente este sistema. Instalei há alguns meses atrás e acabei apagando tudo para testar outros Linux. Nas vezes anteriores não usei, pra falar a verdade não soube como instalar direito.
Hoje, depois de ter conseguido instalar e de mexer um pouco pude ter uma visão geral do Unix-like. As impressões iniciais são o foco desta postagem.
A instalação do Solaris é um pouco diferente de todos as distribuições que instalei. Achei um pouco demorada devido a diversos carregamentos e configurações que a rotina de intalação tem que executar. Como a grande maioria dos instaladores, também há um particionador neste sistema com o qual podemos acomodar espaço para o sistema de arquivos. Um detalhe que achei desagradável foi o fato de não ser permitido instalar em partições lógicas. Essas partições nem sequer são reconhecidas pelo particionador, elas são mostradas em um bloco único do tipo extensão DOS. Como resultado fui obridado a apagar um Linux que estava na partição HDA3. O resultado da alocação de partição vai ser mostrado no final com pelo menos 3 pontos de montagem distintos, com seus respectivos espaços reservados: root, swap e home.
Assim como em outros instaladores, vão ser mostradas telas de configuração de informações iniciais básicas como: localidade, idioma principal, layout de teclado, fuso horário etc. Observação: quanto mais suporte a idiomas for marcado, mais espaço em disco vai ser tomado. Instalando, por exemplo, somente o português brasileiro e o inglês default, o espaço requerido para foi de 5 GB.
Além dessas configurações básicas, o programa vai pedir para escolher qual perfil de instalação deseja-se realizar. Os perfis são do tipo usuário final, usuário desenvolvedor, instalação completa entre outras. Escolhi instalação completa mais OEM.
Depois de instalado e reiniciado, o sistema demora um bocadinho para carrecar e montar outros arquivos de configuração. O login pode ser tanto no modo terminal como no modo gráfico. Observei que o terminal pede o login, e passados alguns segundos o gerenciador de login gráfico é iniciado.
O ambiente gráfico padrão é um Gnome da vida modificado. Agrada mas não é tão expressivo quanto em algumas distribuições Linux. Em minha máquina rodou processamento gráfico não ficou legal, pois o X está funcionando em modo VESA por causa da falta se suporte para meu chipset VIA onbord. Isso também acontece com o OpenSuse e o Debian um pouco.
Em relação aos softwares que acompanham, um usuário Linux se sentiria em casa. Boa parte dos aplicativos disponíveis também são encontrados em muitas distribuições do Pingüin. Alguns deles são o Gimp (sempre ele), StarOffice, Jogos BSD, Mozilla e por aí vai.
Acho que a vantagem de usar o Solaris é a de ter um sistema mais parecido com o Unix possível. Sei que há outro mais próximos, tentei o FreeBSD ontem mas me enrolei todo na instalação - parece que ele não aceita partições extendidas também.
Outro fator importante é que o SunOS tem suporte 100% com Java. Eu como sou desenvolvedor nessa linguagem posso aproveitar muito essa caracteristica. Acho, não tenho certeza, que o sistema não usa máquina virtual. O próprio sistema é puro Java em cima de hardware. Estou baixando manuais da Sun para verificar isso. Se estiver certo os projetos vão sair o mais fiel possível ao que se espera e o desempenho dos programas vai ser o mais rápido por causa da ausencia de um interpretador em tempo de execução (máquina virtual).
Instalei também os kits de desenvolvimento que vieram gravados no terceiro DVD. No pacote são incluídas IDEs para desenvolvedores C/C++ e Java.
À primeira vista, no geral, o Solaris agradou. Tirando algumas dificuldades que tive, acho que os benefícios em relação ao aprendizado pesam mais, principalmente com as ferramentas para C/C++ e Java oferecidos.
Para mais informações a respeito da instalação do Solaris clique AQUI.
Postarei mais a respeito futuramente. Hoje vou ficando por aqui.
quinta-feira, 7 de junho de 2007
Lançamento do Fedora 7
Essa já consagrada distribuição vem ao longo das versões trazendo novidades interessantes. Um de seus pontos fortes é a amigabilidade, desmitificando a visão que muitos têm do Linux como a de um sistema operacional de hackers. O pacote vem com ferramentas que realmente auxiliam nas tarefas administrativas. Isso faz da distro uma opção ideal para as necessidades corporativas.
Também devido a sua aparência agradável, que vem sempre evoluindo para um visual mais bonito, o Fedora pode ser usado também para o mercado de desktops domésticos. Não é a toa que a Dell está apoiando o projeto.
Já testei as versões 3 e 5 do Fedora. Hoje começoa baixar a sétima. Já estou ansioso para testar e personalizar este pacote. Quando começar os testes postarei aqui minhas observações sobre a distro.
quarta-feira, 6 de junho de 2007
Mudando a Raiz do Sistema Linux
Existem situações de manutenção ou recuperação de sistema em que se faz necessário mudar o ponto de montagem onde se encontra o diretório principal do sistema arquivos Linux.
Em meu computador eu tenho tenho várias partições para acomodar os sistemas operacionais que desejo testar e usar. Na medida em que modifico o particionamento e os sistemas instalados, surge a obriagatoriedade de atualizar a configuração do LILO, que é o gerenciador de arranque instalado na MBR de meu PC.
Eu costumo usar esse recurso de troca de raiz de sistema para facilitar o serviço de atualização do LILO quando estou em uma distribuição e o arquivo de configuração, lilo.conf, está em outra partição.
Por exemplo: instalei o LILO a partir do Slackware que está na partição hda2. Estou precisando mexer na configuração do lilo.conf porque quero testar um kernel novo, por exemplo. Só que não quero sair do Debian que é a distribuição que estou usando no momento. Para conseguir mexer no lilo na partição do Slackware vou precisar transferir temporariamente o diretório raiz "/" da partição do Debian para a partição onde o Slackware foi montado.
Montar a outra partição dentro de /mnt:
mount -t ext3 /dev/hda2 /mnt
chroot /mnt
A partir desses comandos será possível utilizar a outra partição temporariamente para alguma operação de administração. São dois comandos simples, mas úteis.
Observações: o sistema de arquivo pode variar, bem como a partição que se deseja montar. Se o sistema de arquivos for outro é só mudar o argumento depois de "-t". Caso a partição for outra basta mudar o sispositivo de armazenamento /dev/hdaX (ou /dev/sdaX, em caso de SCSI/SATA).
Outros exemplos de montagem:
Montar sistema de arquivos ReiserFS na particao 4 de HD PATA.
mount -t reiserfs /dev/hda3 /mnt
Montar sistema de arquivos EXT2 na partição 3 do HD SATA.
mount -t ext2 /dev/sda2 /mnt
quinta-feira, 15 de fevereiro de 2007
Como recuperar o Grub com Fedora 5 depois de instalação do WIN XP
Eu tive este tipo de problema quado instalei o Windows depois do Linux. Daí pesquisei e compilei um conjunto de passos para resolver este problema para meu caso particular. Utilizo dois sistemas operacionais instalados em minha máquina: Windows XP e Fedora Core 5. E gosto do gerenciador de arranque GRUB. A compilação resultou de um passo-a-passo que demostrarei a seguir. Tenha em mente que este método serve para resolver um caso particular (XP,Fedora,Grub), no entanto pode servir para outros casos.
Requisitos:
Já ter um arquivo grub.conf o qual foi configurado antes da reinstalação do windows.
Ter em mãos o CD/DVD de instalação do Fedora Core. O mesmo vai ser utilizado como disco de boot.
Este método utiliza o próprio DVD de instalação do Fedora Core 5. Abaixo segue o passo-a-passo para se conseguir voltar a ter o gerenciador de boot do GRUB.
1. Ligar o computador com o DVD de instalação do Fedora 5 no drive de DVD;
2. Quando aparecer a tela principal de instalação pressionar [F5].
3. Na tela de texto, digitar "linux rescue" e [ENTER].
4. Escolher o idioma Portuguese(brazilian) e teclado br-abnt2. Escolher, também, não inicializar rede.
5. Selecionar Continuar na tela que aparece em seguida. Isso corresponde ao comando de montagem de partição. Este passo pode ser substituido em outras distribuições pelo comando abaixo:
#> mount /dev/hdaX /mnt/sysimage
6. No console digitar o comando abaixo para alterar temporariamente o diretório root:
#> chroot /mnt/sysimage
7. Chamar o programa do GRUB:
#> grub
8. Encontrar onde (em que partição) se encontra a instalação do grub a recuperar:
grub> find /boot/grub/stage1
9. Determinar para o GRUB onde o diretório root do linux se encontra:
grub> root (hd0,0)
10. Instalar as informações do arquivo grub.conf na MBR:
grub> setup (hd0)
11. Se não quiser instalar na MBR isso pode ser feito em uma partição:
grub> setup(hd0,X)
Este processo funcionou para recuperar a instalação do Fedora 5, a qual ficou inacessível depois que reinstalei o Window$ XP. Depois disso pude ter de volta o gerenciador de boot do GRUB para poder escolher qual S.O. carregar na hora do boot.
Obs.: Esta postagem foi colocada aqui para sugerir um pouco de meu pequeno universo.
